Política

Mais de 32 milhões foram imunizados durante campanha de vacinação contra gripe Publicada em 15/06/2013 22:49:58
Estados e municípios que não atingiram a meta devem continuar vacinando as pessoas que fazem parte dos grupos prioritários
A Campanha de vacina contra a gripe de 2013, encerrada no último dia 10 de maio, imunizou 32.466.619 de pessoas em todo o País. O número representa a cobertura de 83% do público-alvo, superando a meta estabelecida, este ano, para a campanha contra a influenza, que era de 31,3 milhões de pessoas. Os dados, apresentados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (21), revelam que 19 estados e o Distrito Federal tiveram mais de 80% de cobertura vacinal.
O Ministério da Saúde recomenda aos estados e municípios que não atingiram a meta para que continuem vacinando quem faz parte dos grupos prioritários.
De acordo com o balanço, a campanha teve a maior adesão entre as mulheres em período de 45 dias após o parto, com 100% de cobertura, seguidas pelos trabalhadores em saúde, com 93%, pelas crianças, com 88%, e pelos idosos, com 82%.
O menor índice de vacinação foi registrado entre as gestantes. As mulheres grávidas ainda podem se vacinar. O governo lembra que a vacina é segura e não apresenta riscos nem para a mãe nem para o bebê.
A imunização foi ofertada nos postos de saúde de todo País para grupos prioritários: gestantes, pessoas com 60 anos ou mais, mulheres até 45 dias após o parto, indígenas, crianças de seis meses e menores de dois anos, profissionais de saúde, além dos doentes crônicos e pessoas privadas de liberdade.
Segundo a coordenadora geral do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, a vacina demora até 15 dias para produzir anticorpos protetores contra a influenza, portanto quanto mais cedo for vacinado, mais rápido estará protegido.
Vacina
Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Entre os idosos, pode reduzir o risco de pneumonia em aproximadamente 60%, e o risco global de hospitalização e morte em cerca de 50% a 68%, respectivamente.
A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), é respaldada por estudos epidemiológicos e na observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.
Sintomas da gripe
Com a chegada do inverno, entre junho e setembro, é preciso estar atento. Esta é a época mais fria do ano e é comum o aumento de doenças respiratórias transmissíveis como gripe e resfriado. Cuidados simples podem evitar doenças graves.
Os Sintomas mais comuns da gripe e resfriado são a febre, tosse e nariz entupido e, mesmo a doença sendo comum, o médico deve ser consultado para o tratamento correto. A automedicação é prejudicial independente da gravidade da doença. Já que tomar remédios por conta própria pode mascarar sintomas e até contribuir para o agravamento da doença.
A gripe pode se espalhar através das pessoas contaminadas. Elas expelem pequenas gotas de saliva através da fala, da tosse e do espirro. Quem tiver contato com esta saliva, tem grandes chances de ficar gripado. Outra forma de contágio é quando alguém coloca a mão em algum objeto com estas gotas de saliva.
Vale ressaltar que resfriado é diferente de gripe. Embora parecidos com o da gripe, os sintomas do resfriado são mais brandos e duram menos tempo. No resfriado, a febre é menos comum e, quando aparece, é baixa (até 37 graus).
Prevenção
Além da vacina, outras medidas simples de higiene pessoal são fundamentais para evitar a contaminação por gripe. É importante higienizar as mãos com água e sabão (depois de tossir ou espirrar; após usar o banheiro, antes de comer, antes de tocar os olhos, boca e nariz); usar lenço descartável; proteger com lenços a boca e nariz ao tossir ou espirrar; evitar sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até cinco dias após o início dos sintomas); evitar aglomerações e ambientes fechados. É importante, ainda, que o ambiente doméstico seja arejado e receba a luz solar para eliminar os possíveis agentes das infecções respiratórias e que a população mantenha hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, ingestão de líquidos e atividade física.
Também é importante lembrar que mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe (especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações) devem procurar, imediatamente, o médico. A medida tem como objetivo possibilitar ao médico avaliar a necessidade de prescrever os antivirais específicos para a gripe, disponíveis de forma gratuita nas unidades da rede pública.
Os médicos também receberão informações sobre a necessidade de prescrever esses antivirais em determinadas situações, de acordo com o protocolo de tratamento da influenza, produzido pelo Ministério da Saúde. A vacina é um mecanismo importante para evitar casos graves e óbitos por gripe nos grupos mais vulneráveis.
Doentes Crônicos
Os doentes crônicos precisam apresentar prescrição médica no ato da vacina. Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS, deverão se dirigir aos postos em que estão cadastrados para receberem a vacina. Se na unidade de saúde onde são atendidos regularmente não existir um posto de vacinação, os pacientes devem solicitar prescrição médica na próxima consulta.
O secretário de Vigilância em Saúde do MS, Jarbas Barbosa, explicou que não existe ainda uma vacina capaz de eliminar a transmissão da influenza, já que o vírus é mutável e tem muitos subtipos. “A influenza não é uma doença eliminável por vacina e nenhum País do mundo conseguiu isso. Na grande maioria, os casos são leves, mas em alguns grupos vulneráveis, podem ocorrer complicações, gerando outras doenças graves, como a pneumonia bacteriana. O objetivo da campanha não é eliminar a doença, mas prevenir e reduzir os casos graves, as internações e as mortes”.
Fonte: Blog da Saúde com informações da Agência Brasil

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